Mostrando postagens com marcador Orkut. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador Orkut. Mostrar todas as postagens

2.12.09

Lan house levada a sério


“São 108 mil lan houses e, só para dar uma medida de comparação, temos, em todo o país, menos de 20 mil agências bancárias (...). Por essas redes circulam 31 milhões de pessoas, o que representa, segundo o Ibope, 48% de todos os brasileiros que acessam a internet”, afirma Gilberto Dimenstein em artigo publicado na Folha de S. Paulo, no último dia 29 de novembro. Esses números dão a dimensão do problema da inclusão digital no Brasil, pois as classes C, D e E – na grande maioria – apenas conseguem navegar na internet via lan house, um espaço desprezado pelos governos, educadores, escolas e pais. São mais de 55 milhões de brasileiros no Orkut e a grande maioria, acessa de uma lan house.


Entre os dias 18 e 21 de novembro foi realizado, em São Paulo, o primeiro Fórum Internacional da Cultura Digital. A inclusão digital por meio de um amplo projeto de infraestrutura de banda larga para todos permeou todas as discussões do fórum. O Twitter do evento foi o grande repositório de discussões. Por meio da hashtag #culturadigitabr pode-se resgatar os debates (veja perfil). Leia coluna na íntegra no portal Aberje

24.12.07

Público x privado

O Orkut é tema polêmico desde que nasceu, em 2004. Dentre os pontos que suscitou, o mais interessante é a questão de privacidade. A discussão sobre público e privado ganhou outra forma com a Internet.

A sepração entre público e privado, na Internet, é praticamente nula. E esta é uma grande questão que o Orkut exacerbou, com as fotos, recados e exposição pública de muitas coisas. Mas a grande questão é: a exposição só é feita por aqueles que querem.

Não sou radical, dos que acham que não vale a pena ter perfil no Orkut porque ele "expõe" sua vida. Sou totalmente contra quem apaga perfil porque "atrapalha" o namoro. Oras, o Orkut revela apenas o que nele é escrito, o que nele é colocado. Não podemos esquecer que quem escreve o perfil são as próprias pessoas. Quem coloca as fotos são as próprias pessoas. O argumento contrário que ouço quase sempre é: "mas eu não posso controlar o que escrevem no meu mural de recado". Isso é fato. Mas quem disse que isso é problema? No caso de ciúmes, o problemas são as respostas que a pessoa dá, não os recados que ela recebe. Isso vale para outras situações também.

Há pouco tempo, a nova funcionalidade do orkut permite que os usuários bloqueiem seu mural de recados para que só os amigos escrevam. Permite também controlar a visualização do mural, das fotos e dos vídeos. Parece, então, que está começando a haver uma diferença entre público e privado.

Mas só parece. Já há milhares de posts em blogs e no próprio Orkut ensinando como quebrar esse bloqueio, o que reforça a premissa de que a Internet não veio para restringir. A questão do público e privado não terá fim nunca - ainda mais na Internet.