7.1.07

O marxismo e a democracia na web


Fico meio lenta e reflexiva no início de um novo ano. Me vejo relendo tudo que achei interessante em 2006. E surgem perguntas? O que Lonelygirl tem de semelhança com Woody Allen? Quantos ativistas gays brasileiros se encaixam no perfil de Hudson, de Washington? Será que Megan Gill teria o mesmo namorado de antes do Facebook? Quantos voluntários brasileiros fazem o mesmo trabalho de Simon Pulsifer na Wikipedia? Ou ainda, onde está o Blake Ross -- criador do Firefox -- brasileiro? Na edição de 25 de dezembro, a revista Time trouxe todas estas histórias de personalidades da web, participantes da nova democracia digital. Minha visão marxista não vê tão tranquilamente esta igualdade social no ciberespaço, fica aquela sensação de chocolate diet para diabético. Com cara de normal, mas quando damos a primeira mordida, percebemos que é irreal. Mas também sou apaixonada pelo virtual. Acho que continuarei com dualidades em 2007. Excelente descobertas para todos!

Um comentário:

Bernardo disse...

Há uma excelente e destruidora matéria sobre isso no caderno Mais! da Folha desse domingo.

Um grande abraço.
Bernardo