8.6.06

Democratização da leitura

Em 1º de Junho de 2006, o Instituto de Direito do Comércio Internacional e Desenvolvimento (IDCID), Organização Não Governamental (ONG) composta por docentes renomados, ajuizou Ação Civil Pública (ACP) contra a Associação Brasileira de Direitos Reprográficos (ABDR), sendo que desde então a mesma tramita perante a 5ª Vara Cível de São Paulo, Capital, sob os cuidados do Juiz Adevanir Carlos Moreira da Silveira. A ABDR, entidade representante de algumas empresas editorais brasileiras, desde 2004 implementa, em todo Brasil, atividades para evitar que estudantes e professores reproduzam, parcialmente, obras protegidas para fins educacionais, pesquisas acadêmicas e docência.

Desde então, o ato de fotocopiar passou a ser nivelado a uma infração penal gravíssima, e os professores e estudantes tidos como piratas, bárbaros e criminosos. Estas atividades se baseiam no argumento de que a reprodução de obras protegidas, mesmo que para fins incontestavelmente públicos, inibe o desenvolvimento cultural do Brasil. Será que a discussão não é mais ampla? E os livros esgotados e fora de catálogo? Como nós, educadores devemos proceder? Muitas Universidades começaram a estimular os docentes a produzir um pdf do capítulo. Ou seja, o problema sai, aparentemente dos Centro Acadêmicos e xerox, e passa para o docente, que além de infrator, também tem que ter scanner em casa e produzir arquivos digitais de livros?

Leiam mais sobre o assunto no site do projeto A2K

Um comentário:

Soeli Paula Lima disse...

Este discurso das "OTORIDADES" heheh é totalmente fora de propósito. Claro, há interesse financeiro atrás disto que supera de longe o cinismo da atitude de colocar o ato de "xerocar" a obra como criminoso. Sempre este interesse..sempre..
heheheh . Sugiro que façamos uma lista de coisas criminosas, que acontecem por este país LULÀTICO e, depois entregar para os cinicos de plantão, em praça pública, com reportagem de Glória Maria para o FANTÁSTICO, ops, para todo o país heheheheheh
ASSIM, quem sabe, ficará claro quem inibe a evoluição cultural do Brasil heheheheheh