22.1.08

120 horas



Luis Eduardo Matta consolidou seu nome na literatura brasileira com a publicação de MORTE NO COLÉGIO (Editora Ática), sua estréia na ficção juvenil e, principalmente, com o sucesso alcançado pelo thriller 120 HORAS (Editora Planeta do Brasil).

ORIENTE MÉDIO, 1998. Intriga internacional, drama, amor, poder, traição e mistério estão na base deste arrepiante thriller de ação e suspense. Aurélio Marcondes Amorim, um cientista brasileiro de alto escalão, é friamente assassinado depois de anos trabalhando no obscuro programa nuclear da Síria. Seu desaparecimento é uma etapa fundamental para a consolidação de uma meta: dotar a Síria da bomba de hidrogênio, a mais poderosa e mortífera arma jamais concebida pelo homem.

Na esteira da morte de Aurélio, algumas coisas começam a acontecer. No Rio de Janeiro, seu irmão, Horácio, aflito com o seu súbito silêncio, toma a decisão dramática de deixar o Brasil para localizá-lo a qualquer custo. Auxiliado pelo grande amigo Gabriel Karam, ele se lança numa busca frenética, que trará revelações inquietantes. Em Beirute, Randa Nohra, uma badalada estilista da alta sociedade libanesa, vê sua vida sofrer uma reviravolta, depois que o marido Fauzi, colega de Aurélio no programa nuclear, desaparece sem dar explicações. E quando um helicóptero é seqüestrado e uma carta misteriosa contendo um poema macabro anuncia um monumental ataque radioativo em plena Semana Santa católica, uma sucessão de crimes e acontecimentos perturbadores é deflagrada e tem início uma corrida desesperada contra o tempo, cujas conseqüências são imprevisíveis.

21.1.08

Wagner e a identidade ariana

Hitler usava em seus discursos a famosa "identidade ariana", supostamente a identidade alemã. Um dos elementos que Hitler colocava como legitimamente alemã era a música de Richard Wagner.
A princípio, a ligação era apenas porque Wagner, com seu talento e reconhecimento, simbolizava a superioridade alemã. Porém, para Joachim Köhler, era muito mais do que isso.

Köhler defende que Wagner é o verdadeiro autor da teoria de superioridade alemã e, principalmente, da superioridade da "raça" ariana frente aos judeus.

É apenas uma teoria, mas não é descabida. Wagner tinha, efetivamente, preconceito em relação aos judeus. Chegou a dizer, em um de seus ensaios escritos, que os judeus alemãos deveriam abandonar sua cultura judia e assumissem a cultura alemã. Há registro de outras frases ant-semitas de Wagner, o que abre espaço para discussão se , de fato, Wagner era uma inspiração apenas musicial ou se era também ideológica.

Seja como símbolo alemão, seja como influência ideológica, Wagner era adorado por Hitler. Um documentário mostrado na semana passada no The History Channel mostrou que desde os seus primeiros discursos, Hitler citava Wagner para criar a identidade alemã, abalada depois da humilhação imposta pelo Tratado de Versalhes.

A belíssima música de Wagner, amplamente utilizada até hoje em filmes e ouvida por milhares, talvez milhões de admiradores, foi muito utilizada militarmente por Hitler para cometer as maiores atrocidades que o século XX presenciou.

20.1.08

Mosaico de imagens













Antonio Torralba, Rob Ferguns e William Freeman [todos do MIT], embarcaram em um experimento dos mais interessantes e visualmente instigantes, segundo ótima cobertura do GJOL. Trata-se da construção de um Dicionário Visual em forma de mosaico, correlacionando imagens a 53.463 substantivos concretos da língua inglesa. As imagens foram obtidas usando-se o Google e outros sites de busca. Cada imagem utilizada foi correlacionada a pelo menos um substantivo concreto.

18.1.08

Desmontando o cotidiano















Já arrumei minha programação de sábado. Dormirei ouvindo samba de raiz, afinal o Carnaval se aproxima e tenho saudades da imagem do meu pai comendo lanchinhos preparados pela minha mãe, durante a madrugada dos desfiles de escolas de samba no Rio. Hoje só vemos globalizadas e siliconadas malhando para ser rainha da bateria. Quero a dona Ivone Lara no meu quintal, caldinho de feijão e samba no pé.
Como tá difícil encontrar isso nesses dias modernos de Carnaval, vou visitar a galeria Vermelho que, a partir de hoje, traz desconstruções muito legais do coletivo Superflex, e dos artistas Los Super Elegantes Aproveite e ouça Por que Te Vas da dupla. Ótima sexta-feira para nós.

Serviço: Galeria Vermelho - r. Minas Gerais, 350. sp. Entrada franca. Sábado das 11h às 17h, até 16/2.

Futebol e novas mídias

O Clube dos 13, instituição que congrega os maiores clubes brasileiros, ainda não decidiu como irá negociar os direitos televisivos dos seus clubes no próximo contrato. A briga já deu grandes confrontos entre Record e Globo, disputando a tapas os direitos exclusivos de transmissão. Antes de tudo, a exclusividade é uma bobagem - os direitos deveriam ser vendidos a mais de uma só rede televisiva.

Porém, algo que é muito interessante é que o mesmo grupo ainda não decidiu sobre o pacote internet/telefonia móvel. Só se sabe que ele não estará à venda, ao menos não no mesmo balaio da televisão.

Segundo um dirigente da entidade, essa é a "jóia da coroa". Parece que os velhos cartolas perceberam o valor das novas tecnologias nas novas receitas. Ou, ao menos, o seu valor potencial. A idéia de separar os direitos de TV dos direitos de internet e telefonia móvel é inteligente, porque estes dois últimos podem trazer uma receita ainda mais interessante, especialmente com o crescimento da banda larga e dos telefones que recebem imagens, até transmissões televisivas.

Quando se trata de dinheiro, os dirigentes logo levantam as anteninhas para poder ganhar mais. Eles, claro, não os clubes - de maneira geral, falidos e vendendo jogadores para pagar as altas contas até hoje.

17.1.08

Luciana Barros confirma presença no Campus Party

Luciana Barros que monta, escreve, dirige e realiza seus filmes de curta-metragem em SOFTWARE LIVRE estará no Campus Party. Ela roteirizou os curtas-metragens: TARDE (2008) e UNIVERSO DESENCANTADO (2007). Realizou curtas premiados, como: RIR DE DOER (2007), DERIVADO DA MINHA BELEZA (2005), NATIVOS ALTERNATIVOS (2006), KATMANDÚ SAMBA TANGO (2004), NÃO SABES QUEM TE HÁ DE COMER (2003). Para ler mais sobre a programação do Campus Party Brasil, acesse o blog oficial. Para conhecer o Cinelerra, provavelmente o melhor programa de edição de vídeos para sistemas operacionais livres, baixe o tutorial no Estúdio Livre

Eu quero um EeePC só para mim















Objetos desejáveis, vontades consumistas. Prometi ser desapegada de coisas materiais em 2008, mas confesso que a medida que a conversa com o Pedro ia acontecendo, meus dedos já teclavam EeePC na Wikipedia, ao mesmo tempo que buscava informações em blogs. Quando vi a foto das versões coloridas no zumo blog fiquei louca. Eu preciso de um bichinho desse só para mim. Fabricado pela asiática ASUS, o EeePC está disponível em quatro configurações, com preços que vão de US$ 299 a US$ 399. No Brasil, por enquanto, só teremos o modelo 4G Surf com preço sugerido de R$ 1.099. No site Mercado Livre é possível comprá-lo já por R$ 1.079,00.

A especificação da máquina é a seguinte:

Monitor: LCD 7” WVGA (800×480)
Processador e Chipset: Intel Celeron-M ULV 353 a 900MHz, Intel 915GM series
Sistema Operacional: Linux (pré-instalado), compatível com o Windows XP
Interfaces de Rede: Wireless LAN, 802.11 b/g
Memória: 512 MB (DDR2)
Armazenamento: 4GB SSD. (disco de estado sólido)
Áudio: Áudio de alta definição, com alto-falantes estéreo e microfone
Bateria: 4 Células, 4400 mAh. Autonomia estimada em 2,8 horas.
Peso: 0.92 kg

16.1.08

Ciências Humanas "atrasam" instituições de pesquisa


A matéria é de ontem, na Folha Online. A afirmação de que o ITA é um dos primeiros no quesito pesquisa justifica-se, segundo o seu pró-reitor, pelo fato de a sua instituição dedicar-se a ciências exatas. As ciências humanas têm menos publicações - opinião reforçada pelo pró-reitor de pesquisa da USP.

Ainda segundo a matéria, o número de publicações em revistas científicas da área de ciências humanas é menor porque muitos pesquisadores preferem publicar em livros.

As Ciências Humanas têm maior chance de obter sucesso com livros e outras publicações, que não as científicas. Assim, em um país que não há apoio quase nenhum para o desenvolvimento de pesquisas.

Países com altos investimentos em Pesquisa e Desenvolvimento tendem a ter mais publicações, como Estados Unidos, Japão, Inglaterra e Alemanha. Mas em países que investem pouco, essas publicações tendem a rarear, ainda mais porque há poucos pesquisadores "profissionais", ou seja, que podem se dedicar exclusivamente a esta atividade.

Em comparação a outras ciências, as Ciências Humanas são as que apresentam resultados menos palpáveis, ou seja, não são óbvios ou matemáticos. Com isso, há uma sensação de menos "praticidade" nos seus resultados - o que nem sempre é verdade. Isso justifica o que é afirmado também na matéria, que as humanas são as ciências que menos publicam.

Em países como o nosso, que a educação é uma piada, nem se fala.

Prêmio Spoiler


Blog do Vinícius acaba de vencer o 5 Prêmio Spoiler de Cinema e Blog. Parabéns Vinícios! Seu blog é show.

15.1.08

Buraco da Sara

O encontro anual de Natal ocorreu em janeiro...

- Tempos modernos,não temos mais folga na agenda para os encontros em dezembro, disse Ana.

- Que lugar exótico, Buraco da Sara. Buraco porque fica no subsolo? Indagou Maria para as amigas.

- Você vai provar a melhor comida judaica de São Paulo, profetizou Simone.

- Vamos brindar. Muita saúde e novidades especiais na vida de cada uma de nós, discursou Raquel.

E as quatro amigas [a última está atrasada] falaram sobre os casamentos, ex-maridos, namorados do passado, o eterno regime, o absurdo dos preços dos pacotes turísticos etc. Simone disse que na virada prometeu ser egoísta e pensar primeiro nela.

- Já estou planejando uma viagem para o deserto do Atacama, mochileira total. Maria contou que faz 17 anos de casada mês que vem e que as férias com o marido demoraram para acabar.

- Já me acostumei a vê-lo apenas de final de semana. Ele atrapalha
meu dia-a-dia. Compramos uma casa de campo. Foi ótimo, ele passa o dia reformando o portão, plantando jaboticabeiras, arrumando o telhado. Caio precisa ter ocupação, assim me deixa em paz.

Ana contou que em março faz 15 anos de casada, 15 anos da empresa e 15 anos da empregada.

- O que você vai fazer? Uma festa? Indagou Raquel

- Acho que um jantar para 15 casais.

- Puxa, estou fora, sou divorciada, brincou Raquel.

- Você ficaria deslocada querida.

- Já experimentaram os pastéis de camarão?

- Restaurante judeu com pastel. Coisa esquisita.

- Falando em judeu, preciso contar um babado forte: O Leopoldo vai se converter depois dos 50. Não sei o que fazer... Eu tentando engravidar com mais de 43 e ele preocupado com a religião que vai ter o filho.

- E você o que diz? Perguntou Raquel.

- Que até os 15 anos será católico. Depois ele escolhe.

- E se for menina?

- Fora de cogitação, teremos menino.

- Mudando de assunto, como vai o namoro?

- Eu achava que estávamos em crise, mas depois do buraco da Sara, acho que sou muito feliz.

- Desculpem a demora, mas estava com um cliente importante.

- Consigo almoçar ainda? Pergunta Vanessa para o garçom. Sem esperar a resposta pede um filé com fritas.

- Algo simples e rápido, diz Vanessa.

- Não temos fritas, servimos buffet e vamos até às 15h. A senhora quer beber algo?

- O que eu perdi até agora? Homens, sempre homens. Preciso brindar com vocês meus 10 anos de namoro com o Flávio.

- Puxa, já faz tudo isso! Qual a fórmula da felicidade?

- Ele mora no Rio e eu em São Paulo. Nos vemos a cada 2 meses, não dividimos despesas, só falamos sobre literatura e viagens. Filhos, política e ex-companheiros são assuntos proibidos.


Raquel despediu-se das quatro amigas com a certeza de ser a solteira mais feliz de São Paulo.

14.1.08

Internet x Jurídico

Parece incrível que em 2008 ainda tenhamos freqüentemente liminares ou decisões judiciais interferindo na Internet de maneira estranha. A última que li foi que o Google foi condenado a tirar do Orkut qualquer comunidade ofensiva a Edir Macedo ou à sua Igreja.

É fato que ofensas podem e devem ser tratadas no campo judicial. Mas exercer esse controle sobre a Internet é algo quase impossível, a não ser que tudo seja proibido, e o resto terá que ser analisado - o que criaria uma burocracia tão grande que inviabilizaria a Internet.

Essa tentativa de controle já aconteceu quando Daniela Cicarelli venceu uma ação judicial que obrigou o Youtube a tirar do ar todos os vídeos da moça com o namorado. Um completo desconhecimento do poder viral da rede. O Youtube até tentou, mas a proliferação era tão grande, constante e intensa, que foi impossível. Até hoje é fácil encontrar o vídeo da moça em cenas ardentes com o namorado.

Outro episódio grotesco foi a decisão judicial de proibir que sites de notícias publicassem os nomes dos infelizes (leia os nomes dos rapazes clicando no link) que agrediram prostitutas no Rio de Janeiro, sob a justificativa que "a pena aplicada aos jovens nunca foi a humilhação". Ora, mas são crimosos condenados! Subestimaram o poder da Internet.

É necessário que haja um certo controle e fiscalização da justiça sobre o que acontece na Internet. Mas algumas decisões, como as citadas acima, são absolutamente inúteis. Caracterizam a ignorância dos órgãos judiciais sobre essa mídia.

Será que chegaremos um dia a ter uma justiça que não seja cega - no pior sentido da palavra - ?

13.1.08

Um resgate da identidade

O Brasil é um país multiétnico. Todo brasileiro é formado por uma mistura, seja cultural ou étnica. A exposição sobre Gilberto Freyre no Museu da Língua Portuguesa mostra um Brasil colorido, temperado. Mais do que sociólogo ou historiador, Gilberto Freyre foi um brasileiro que investigou o que é ser brasileiro.

A culinária, por exemplo, tem temperos especialmente criados com a mistura da cultura européia dos senhores de engenho e os temperos africanos dos escravos, que dominavam a cozinha. Ali foi nascendo uma culinária brasileira.

A Exposição traz ainda uma cerfta interatividade com o visitante. Dentro de gavetas de móveis, de geladeiras, de microondas, cartas de personalidades, poetas, membros do governo, todas destinadas a Gilberto Freyre.

Vale a pena a visita.

cartas remixadas


Mais uma vez, Bombou na web traz uma grande dica. Trata-se do blog WW1: Experiences of an English Soldier, que procura resgatar a memória do soldado William. O neto Bill Lamin está publicando todas as cartas que ele trocou com parentes durante a Primeira Guerra Mundial. O detalhe curioso é que aquelas que são encontradas são divulgadas exatamente no mesmo dia em que foram escritas nos anos de 1917 e 1918. Outra narrativa que centra foco em cartas é o filme P.S.Eu te amo
Holly Kennedy (Hilary Swank) é uma jovem bonita, feliz e realizada. Casou-se com o homem de sua vida, o divertido e apaixonado Gerry (Gerard Butler). Mas ele fica doente e morre, deixando Holly em estado de choque. Antes de falecer, Gerry deixa para a esposa uma série de cartas. Mensagens que surgem de forma surpreendente, sempre assinadas da mesma forma: "P.S. I Love You"

11.1.08

Bondade redonda


"Quando acabarem os elefantes, acabará a bondade do mundo".



Mario Quintana

Redonda como bicicleta


Ontem amanheci praticamente no parque Villa Lobos. Alugamos duas bicicletas e andamos loucamente até completar 5 voltas em todo parque. Quase decidi vender o carro [aqueles projetos de início de ano], nunca mais ter que pagar IPVA e fazer tudo de bicicleta. Ainda não decidi pela mudança, pois rodo a cidade de cabo a rabo normalmente trabalhando.
De todo modo resolvi postar esta minha poesia antiga, minha auto-definição, pois adoro a ergonomia redonda da bicicleta, como adoro elefantes, meu animal preferido....Formas redondas são tudo!

Ops [procurando por uma foto de bicicleta no Google, achei o blog bamboo e recomendo a leitura.

caminhar, sempre caminhar
porque caminho
se não sei aonde vai dar?
porque parada eu não fico!
me sinto cíclica
talvez bicicleta
veloz às vezes
frágil no dia-a-dia
redonda no seu sentido mais pleno
parada?
parada eu não fico!
eu caio
as vezes me apoio
suplico!
eu quero mesmo é andar
mesmo que eu não saiba aonde vai dar


9.1.08

Obama x Hillary



Quem será o novo presidente dos EUA? Duas imagens [fortes] povoaram minhas buscas por notícias sobre as eleições de New Hampshire. Tudo me levou direto para os agregadores como, por exemplo, o Memeorandum

Sempre fui não-linear

Julio, do Digestivo Cultural me fez contar um pouco das histórias que vivi em mais de uma década de internet no Brasil: "Fui a terceira mulher na BBS Mandic; e coloquei no papel a primeira coluna sobre BBSs". E, até por causa desse background, aposto desde sempre na fusão da mídia estabelecida com a internet: "Ter um blog, hoje, é uma experiência fundamental para qualquer jornalista; e o primeiro passo para entender a blogosfera é navegar por ela". Ao mesmo tempo, não tema o avanço do público sobre a nova mídia: "A sociedade atual é 'remixada', e os internautas querem contar suas vivências.
Não vejo a tecnologia como vilã ― e até sou criticada por isso". Usando uma metáfora computacional, resume bem o momento presente: "O hardware não importa mais; o software, a linguagem, é tudo". Para terminar, aconselha: "Navegar é, mais do que nunca, preciso. Encare a Rede". Em outro trecho da entrevista confesso minha não-linearidade.

"Acho que nasci meio multimídia, não-linear. Minha mãe conta que quando eu tinha uns cinco, seis anos, assisti Luzes da Cidade, de Chaplin, fui para o quintal, colhi rosas, coloquei um lenço na cabeça e fui vender para a vizinhança como a florista no filme. Sempre fui curiosa e vivia em busca do novo. (...)". Adorei a entrevista, acho que você vai gostar também.

7.1.08

Que bom te rever Demi


Salve Demi! Fiquei muito feliz hoje quando vi que irei te reencontrar no
Campus Party Brasil. Nos conhecemos em 1993, quando consegui meu primeiro e-mail pela escola do Futuro (USP) e naquela fase [tudo que girava em torno da novíssima web], tinha o Demi por perto. Depois trabalhamos juntos no IG e nunca vou esquecer quando você me encorajou a largar o portal e mergulhar na vida acadêmica como pesquisadora. Sou feliz por isso. Atual presidente do Nic.Br (Núcleo de Informação e Coordenação), Demi Getschko, considerado um dos “pais” da rede mundial no Brasil, compartilhará seus conhecimentos com o público da Campus Party.

Para Demi a Internet manteve seu princípio básico desde quando ainda era apenas teoria, na década de 60: o espírito de colaboração. “É importante lembrar que ainda existe fortemente na rede o espírito de colaboração mútua. Nada se faz de forma forçada. Um bom exemplo disso são os voluntários dos servidores de raiz, que mesmo depois de 35 anos continuam a compartilhar o conhecimento sem remuneração ou objetivos financeiros”, analisa.

Encontro de comunidades


A Bienal do Ibirapuera será transformada numa grande cidade tecnológica de 11 a 17 de fevereiro de 2008, quando acontece a Campus Party Brasil - o maior encontro de comunidades da Internet do mundo. Com o mesmo espírito da festa que já acontece há 11 anos na Espanha, a Campus Party Brasil será um espaço de encontro e de aprendizagem. Durante 7 dias e 7 noites, milhares de participantes acampam em suas barracas, com seus computadores a tira-colo, trocando momentos, idéias e experiências. Inscreva-se!

4.1.08

Será que o ET chegará?

Adoro ano par



















Marmota não tenha medo de ano par, principalmente do nosso jovem 2008, ano do planeta Marte, que significa energia, vontade e ardor. Este astro governa a vida e a morte, o renascimento através do fogo da luta e da vitória. Marte simboliza também a sexualidade e nos ensina a lutar pelo próprio espaço. Como adoro ETs, vampiros e anos pares, dei uma passadinha por Varginha [MG] para conferir o clima por lá. Os ETs andam em baixa na cidade, apenas alguns pontos de ônibus em forma de nave e dois ETs na praça central, além de um mascote em uma padaria. Valeu pelo almoço mineiro no restaurante Chalé, melhor tutu que comi nesta excursão por cidades mineiras.

Algumas informações sobre Marte:

Distância do Sol: 228.000.000 km
Duração do ano: 687 dias terrenos
Duração do dia: 24h36min
Diâmetro: 6.794 km
Massa: 0,107 vezes a massa da Terra
Satélites conhecidos: 2.
Velocidade orbital média: 24,13 km/s.

Carrancudo para sonhar



















Que tal tomar uma cerveja gelada no pé da serra em Carrancas? Não deixe de visitar o restaurante Carrancudo, todo construído com dormentes de madeira e grandes janelas de vidro. Galinhada e bife na pedra são as especialidades da casa. Em baixo de uma mangueira tem um balanço de pneu para descansar na sombra. Imperdível!

Depois caminhe bastante e veja a maravilha da criação divina na Cachoeira da Fumaça (foto). Carrancas oferece muitos atrativos como, por exemplo, o fofo [lanche preparado com carne, presunto e pão (R$1,50) no Pitburguer da praça.

3.1.08

Passeio por Bichinho


A moleza é tanta -- o que realmente esperamos sentir em merecidas férias -- que não tive muito pique para procurar uma lanhouse, descarregar as fotos pelo cabo USB e postar dicas desta viagem incrível por cidades perdidas no meio de Minas. A começar pelo celular Vivo que não funciona no estado mineiro. Ir até um orelhão para ligar para os familiares e desejar um feliz Ano Novo é estranho, ainda mais depois de uma via sacra para comprar cartão telefônico da Telemig [Correio sem, 2 supermercados sem a mercadoria, que foi encontrada (apenas 4 unidades) na farmácia.

Mas como boa mineira [já me sinto nativa], vou seguir tranquila, postando aos poucos algumas dicas de viagem:

Não deixe de visitar Bichinho, localizada a 7 km de Tiradentes. No caminho, primeira parada na Oficina de Agosto, onde se pode degustar um maravilhoso expresso enquanto compramos peças decorativas do ateliê. Seguindo a estrada chegamos em Bichinho. Na loja Anjos Astrais você encontra bambunecos, cabaças e luminárias (foto) em formato de pipa. Seguindo até a capela, vire à direita e verá o "Tempero da Ângela", um restaurante típico mineiro com fogão à lenha, onde a dona cozinha galinha com quiabo, tutu de feijão, torresmo, feijão tropeiro e outras delícias. Por R$ 12,00 por pessoa você se acaba de comer. Não deixe de experimentar a cachaça local Tabaroa. Aliás, ir a Minas e não tomar e comprar cachaças locais é uma heresia. Tenho mais dicas para postar, mas a preguiça, a sombra logo ali, debaixo de uma mangueira me convidam para dormir um pouco.
Que falta faz um celular que produz vídeos, pois poderia ir registrando e colocando em sites como o Beet.TV. Não tenho dúvida que 2008 será o ano dos vídeos móveis.

30.12.07

Pedidos de Ano Novo


Fazemos tantos pedidos de Ano Novo, tantas ondas para pular, lentilha para consumir, vestir branco etc, etc. Procure variar um pouco: use vermelho [2008 será o ano do planeta Marte] ao invés de branco, troque a praia lotada por cachoeiras perdidas em Minas. Não enfrente filas ou estradas lotadas, apenas curta um show de uma banda desconhecida em uma cidadezinha de 5 mil habitantes. Vá para Carrancas! Se acabe no x-fofo especial do Pit Burger na praça da matriz, enquanto a banda de Lavras passa o som. Também leia atentamente os pedidos abaixo, que resolvi reproduzir depois que li num anúncio das havaianas, transformando-os em meus também:

Que pedir a um ano novo
Fama, grana, remissão?
Pra quê, há coisas mais bacanas
Quero sossego e havaianas

Como seria simples
Espicharia o casco ao sol
Divagaria bobagens tamanhas
Pé no chão, só as havaianas

Não teria porto
Atracaria em areias distantes
Potiguares, gaúchas, baianas
Como viajariam minhas havaianas

Aproveitaria cada minuto
Boiaria, mergulharia
Até me agarraria a barbatanas
Pra depois adormecer de havaianas

Até me dissolver na espuma
curtir o cabelo na água e sal
Pente algum desfaria as tramas
se eu vivesse só de havaianas

Mandaria o chefe às favas
viveria de brisa fresca
sobreviveria a base de bananas
Meu reino por um pé de havaianas

O ano do Youtube

Este foi o ano da consagração do Youtube. Fundado em 2005, foi adquirido em novembro de 2006 pelo Google, que implementou mudanças e potencializou ainda mais o serviço. Em 2007, já sob a batuta da maior empresa web do mundo, o Youtube conseguiu alcançar uma liderança absoluta, muito longe dos concorrentes.

As grandes companias de música ainda resistem ao Youtube, por acharem que os vídeos de seus artistas são "pirateados" ali. Na verdade, o poder de divulgação do Youtube é um canal de marketing com mais potencial do que qualquer outra mídia para este tipo de conteúdo. Tanto que gravadoras como a Universal Music Group criou um canal próprio dentro do Youtube, onde ela mesma disponibiliza vídeos de seus artistas, como Ashlee Simpson, The Killers e Mika.

Entre os vídeos mais vistos do Youtube, há o documentário Give You Everything, que fala sobre as Spice Girls, recentemente reunidas:


Outro dos vídeos mais vistos é o KrossMedia, onde o nome é bem sugestivo:


O Youtube se tornou tão importante enquanto mídia que até sua publicidadese adequou. O Bradesco colocou um vídeo na home do site, como se fosse um usuário comum. A prática não é nova, como já vimos com a Universal Music Group, mas é interessante perceber como a publicidade está se misturando de tal forma com a mídia que logo será difícil saber onde começa um e termina outro. James Bond com seus relógios Swatch ou seus carros Aston Martin que o diga.

29.12.07

Artistas brazucas


Li na seção "Mente Aberta", da revista revista Época desta semana a matéria "A bossa nova das artes plásticas" e fiquei muito feliz com a nova safra de artistas plásticos brasileiros que são reconhecidos no exterior. Todos remixados. Vik Muniz faz desenhos usando poeira, pedacinhos de papel, chocolate e até caviar; Marepe reúne bacias, cartões telefônicos e muitos outros itens cotidianos em suas instalações. Beatriz Milhazes brinca com a pop art em abstrações coloridíssimas. No site Artnet é possível ver outras obras de Beatriz. Já Rivane Neuenschwander faz instalações conceituais remixando palavras.

(Por Pollyana Ferrari)

28.12.07

Bagagem Cultural


O código cultural – que pode ser descrito como 'significado emocional' – é a chave do sucesso para grandes corporações se comunicarem de forma eficaz e contundente com seus públicos. A explicação é do administrador de empresas Fernando Luzio, sócio-diretor e representante no Brasil da consultoria Archetype Discoveries, fundada pelo psiquiatra e antropólogo francês Clotaire Rapaille. Professor de Estratégia Empresarial do MBA da Universidade de São Paulo (FIA e Fipe), consultor de Gestão Estratégica e autor do livro Fazendo a Estratégia Acontecer, que concedeu entrevista para a revista Comunicação 360 onde li esta dica e recomendo.

(Por Pollyana Ferrari)

27.12.07

Vou pra Bichinho, eu vou!



Vou pra Bichinho MG eu vou! Vou com meu Sundown, boné e crocs eu vou!
Me acabar na comida do Trem Bão eu vou! Variar no Tempero da Ângela eu vou! Passear a pé, sem pressa, eu vou! Ganhar e dar beijos eu vou!

Situado a 7km de Tiradentes, o Distrito de Vitoriano Veloso, carinhosamente conhecido como Bichinho, oferece colorido barroco, comida mineira, muito verde e preguiça. O que mais posso querer nas férias? Além de olhar para artesanatos como o fotografado por Joanna Ribas [flickr] ou me acabar nas dicas culinárias que achei sobre Bichinho no Overmundo. Só fechar as malas e boa viagem!

26.12.07

Lua, lua


Lua cheia
Lua bela
me leva daqui

me faz acreditar novamente
me ajuda esquecer
tudo de antigamente

me alivia o peito apertado
a vontade de não voltar
a vontade de falar

quando é preciso calar

calar a Lua
calar o riso

se sentir obrigada
amarrada

apenas um corpo presente
enquanto a alma busca a Lua
busca o belo

o sorriso sem nuvens
a conversa fiada
a brisa do vento

Natal sempre dói. Nos obrigamos a degustar o peru seco embalado em conversas vazias, o amigo secreto que não agrada...

Nos contentamos com a farofa, os parentes estranhos, o vinho sem graça... E ainda tem o manjar com ameixas e a banda triste. Quando pensamos que está acabando, ainda vem o Papai Noel com barba de algodão e seu Ho Ho Ho de shopping...

Lua cheia
Lua bela
me leva contigo

24.12.07

Rainha multimídia

A rainha Elizabeth (81 anos) da Inglaterra é o melhor exemplo de monarca multimídia. Foi a primeira a aderir aos podcasts no ano passado e agora criou o seu próprio canal de vídeos The Royal Channel no You Tube. Sua primeira mensagem de Natal [The First Christmas Broadcast, de 1957] está desde ontem como um dos principais hits do You Tube.

Público x privado

O Orkut é tema polêmico desde que nasceu, em 2004. Dentre os pontos que suscitou, o mais interessante é a questão de privacidade. A discussão sobre público e privado ganhou outra forma com a Internet.

A sepração entre público e privado, na Internet, é praticamente nula. E esta é uma grande questão que o Orkut exacerbou, com as fotos, recados e exposição pública de muitas coisas. Mas a grande questão é: a exposição só é feita por aqueles que querem.

Não sou radical, dos que acham que não vale a pena ter perfil no Orkut porque ele "expõe" sua vida. Sou totalmente contra quem apaga perfil porque "atrapalha" o namoro. Oras, o Orkut revela apenas o que nele é escrito, o que nele é colocado. Não podemos esquecer que quem escreve o perfil são as próprias pessoas. Quem coloca as fotos são as próprias pessoas. O argumento contrário que ouço quase sempre é: "mas eu não posso controlar o que escrevem no meu mural de recado". Isso é fato. Mas quem disse que isso é problema? No caso de ciúmes, o problemas são as respostas que a pessoa dá, não os recados que ela recebe. Isso vale para outras situações também.

Há pouco tempo, a nova funcionalidade do orkut permite que os usuários bloqueiem seu mural de recados para que só os amigos escrevam. Permite também controlar a visualização do mural, das fotos e dos vídeos. Parece, então, que está começando a haver uma diferença entre público e privado.

Mas só parece. Já há milhares de posts em blogs e no próprio Orkut ensinando como quebrar esse bloqueio, o que reforça a premissa de que a Internet não veio para restringir. A questão do público e privado não terá fim nunca - ainda mais na Internet.

22.12.07

Across the Universe

Across the Universe é totalmente recomendável. Adorei a edição de Julie Taymor, pois ela consegue transformar o chato gênero [musical] em coreografias incorporadas à narrativa do filme. Foi minha primeira diversão ao entrar de férias. Como é bom não pensar em nada. Hoje passei o dia como uma lagartixa na piscina. Amanhã talvez faça caminhada pela manhã, mergulhe num banho de enxofre no final da tarde e consuma alguns expressos, pois não consigo viver sem eles. Procurar uma cafeteria em uma cidade de veraneio é um dos meus passa-tempos favoritos. Antes que eu me esqueça. Feliz Natal! Dê muitos beijos, abraços e compartilhe carinho.

20.12.07

BlogBlogs com bookmarks


Descobri a novidade dos bookmarks criados por Manoel Lemos, do BlogBlogs, lendo outro blog que adoro, o da Lucia Freitas. Bookmarks 100% em português e plugin para adicionar atalho no browser (IE e Firefox). Você instala na barra de ferramentas e começa a usar.

19.12.07

Curinga imperdível




Descobri o trailer do novo Batman: The Dark Knight no blog bombou na web. Sempre preferi o Curinga e agora ele está simplesmente imperdível.

Português x English

Um post em português no propeller causou reações em estadunidenses e brasileiros. Tudo por uma publicação em português, que gerou o comentário: "Our national language is English! If you want to post something, do so in English".

Foi o estopim de uma avalanche de reações, principalmente brasileiras. A acusão principal dos brasileiros foi de xenofobia, além de insultos aos americanos, por estes não saberem nenhuma língua além do inglês, enquanto um país de terceiro mundo é "obrigado" a aprender uma ou duas línguas estrangeiras.

Em resposta, um estadunidense disse que não estaria disposto a participar de um site bilíngüe, e reinterou o pedido para publicações em inglês.

Um fenômeno parecido aconteceu no Orkut, tempos atrás. Comunidades criadas em inglês passaram a ter tópicos publicados em português. A discussão foi tão grande que foram criadas comunidades contra o predomínio brasileiro no Orkut, com palavras xenófobas.

A Internet, informalmente, tem a língua inglesa como "oficial". Porém, por ser um meio democrática, permite o uso de qualquer língua, em qualquer lugar. A geografia da coisa ficou complexa. O Brasil tem alta participação em diversos sites, e, na época da colaboração cada vez mais presente, é bem possível que muitas publicações sejam em português.

Os norte-americanos, de fato, parecem rejeitar tudo que não faz parte da sua cultura. A língua é um fator de domínio mundial, mas em alguns casos, como este, ela torna-se um fator de isolamento. Afinal, "todos" no mundo devem aprender inglês, mas os estadunidenses não sabem nada além da própria língua. Este é um modo, portanto, de "ataques" ao império dos yankees.

A discussão não irá parar. Nem o português na Internet.

As remixadas da Capricho


Final de ano para um docente é sinônimo de bancas e mais bancas. Sonhamos com os temas dos TCCs [Trabalhos de Conclusão de Curso], com as teses, enfim, a cabeça começa a doer e dá vontade de sair correndo e ficar lendo "Caras" para não pensar mais. Mas o site/blog da aluna Carla Carolina Gall Silva foi uma agradável surpresa. Primeiro porque fui leitora de "Capricho" toda a minha adolescência e foi prazeroso viajar pela análise, muito bem feita, que Carla fez das remixagens que o projeto gráfico da revista vem sofrendo ao longo dos seus mais de 50 anos.

18.12.07

casório em grande estilo


Quando cheguei a São Paulo naquela tarde percebi que a farsa estava montada. Da escolha do vestido aos últimos preparativos para a grande festa, aquela onde a honesta família se reuniria depois de cinco anos, incluindo uma sensação que preenchia todo meu ser de ânsia de vômito e vontade de fugir. Resolvi, sem saber ao certo o porquê, me obrigar a participar desta maldade intitulada [casório em grande estilo].

Antes de terminar meu devaneio metropolitano, onde o cheiro de asfalto quente fazia com que me sentisse gente, cheguei a uma fachada horrorosa. Com um cenário hollywoodiano dos mais ultrapassados, a Gente Fina, uma loja de meio quarteirão, perdida atrás de um letreiro de néon, construía sonhos. Alugar roupas brilhosas dava dinheiro. Afinal, já tínhamos passado por mais de cinco salas abarrotadas de vestidos de noivas e madrinhas e uma infinidade de chapéus e casquetes para cabeça e, a cada passo, mulheres com cabelos tingidos e unhas fosforescentes indicavam o caminho certo, aquele que, como num passe de mágica, você se transforma de abóbora em Cinderela.

Perdida no meio de cabides modernos, entre mais de cem vestidos, tive vontade de fugir, talvez a avenida lá na frente seja bondosa e me leve para um lugar seguro e quente. Estava com frio e o grande relógio de temperatura, que vi há pouco, marcava 32 graus. A sensação não era boa e comecei a sentir o mundo virar. Achei melhor morrer do que ter que entrar dentro de uma destas alegorias horrendas. Estava quase dormindo quando ouvi a voz estridente da minha mãe me chamando...

17.12.07

O feliz Natal do The Carpenters

Realidade x diversão?

Uma das críticas que ouço freqüentemente aos jogos eletrônicos de última geração é que o "excesso" de realidade pode tornar o jogo pouco divertido. A crítica vêm em um momento que temos algumas das máquinas mais poderosas já vistas, como o Wii, da Nintendo, o Playstation 3, da Sony, e o Xbox 360, da Microsoft.

Acompanho videogames há alguns anos. Esse tipo de crítica é feita desde os remotos tempo do Sega CD - um acessório que, acoplado ao Mega Drive, duplicava o seu poder de processamento gráfico e permitia o uso do CD como mídia básica - uma grande inovação, à época.

Chegamos à geração dos jogos online com os videogames. Inteligência artificial nos jogos é uma realidade e a beleza dos gráficos continua a ser impressionante. Cada vez mais. Falar da falta de diversão pelos gráficos não parece ser verdade. O que tem afastado as primeiras gerações do videogame dos jogos são sua alta complexidade - algo que a geração Atari talvez não conseguisse imaginar.

Ao que parece, a diversão parece ser um dos fatores que jamais muda no mundo dos videogames.

Celulares, câmeras digitais, mp3 players: tudo em um?


Quando começou essa onda de ter celular com câmera, com mp3 player, com jogos e tudo mais, não acreditei nos produtos. Todos que eu via eram celulares ótimos, mas péssimas câmeras digitais e mp3 players ridículos - alguns tinham memória interna de 34 MB, não expansível, segundo o fabricante, quando liguei no seu serviço de atendimento.

As gerações de celulares foram passando e eis que chega a minha irmã com um celular novo, que ganhou do namorado. Feliz da vida, ela vem me mostrar que a câmera tem 2.0 megapixels, tem mp3 player e já vem com fome e o cabo de dados do computador.

Ao que parece, finalmente chegou o tempo em que as câmeras dos celulares têm alguma qualidade - se não comparáveis às cameras digitasis, ao menos com poder para não fazer feio na hora de usar.

Já o mp3 player pode sim ser considerado uma grande evolução. As funções parecem dos melhores aparelhos - exceção ao iPod, porque este é um caso à parte -, os fones têm boa qualidade e a usabilidade finalmente é amigável. Parece que chegou o tempo do all-in-one com qualidade.

Web 2.0 em vídeo

Se há muitas formas de definir o que é a web 2.0, este vídeo é uma das formas mais interessantes. O próprio nome traz, em si, uma duplicidade de sentido que tem tudo a ver com o conceito: "Web 2.0 ... The Machine is Us/ing Us".


15.12.07

Jornalismo 2.0: como sobreviver e prosperar


O Knight Center for Journalism da Universidade do Texas acaba de publicar versões em espanhol e portugués do livro de Mark Briggs Journalism 2.0: Como Sobreviver e Prosperar. O livro oferece uma abordagem prática das ferramentas e formatos empregados nos meios digitais, nos quais os conteúdos audiovisuais e a interatividade com os usuários ganham cada dia maior importância. Mais uma sensacional dica do GJOL

14.12.07

Björk e o trabalho colaborativo

Michel Gondry e Björk lançaram novo videoclipe. Descobri essa pérola lendo a dica de Ana Lícia Franco, no blog Mediações

Natal remixado


Após remarcar três clássicos encontros entre amigos e deixá-los para janeiro, percebi que o tempo do Natal se foi. Até o ano passado eu ainda conseguia tomar cerveja com os amigos, participar do amigo secreto da firma etc, etc. Comecei a listar as coisas que eu fazia no Natal:

  • Há 15 anos eu conseguia: enviar pelo correio cartões Unicef com votos de Boas Festas. Hábito que se foi.
  • Há 5 anos eu conseguia: comprar os presentes em novembro, fugindo das filas e dos shopping-centers cheios.
  • Há 2 anos eu conseguia: enviar cartões natalinos por e-mail para toda a lista de amigos
  • Há 2 anos eu também: comprava os presentes no começo de dezembro, lembrando de todos. O que o dinheiro curto não permite mais fazer.
  • Há 1 ano eu enfeitava de luzes toda a casa. Agora não tive forças, nem tempo, de trocar as lâmpadas quebradas, comprando um pinheiro correndo na esquina de casa.
  • Pensar na ceia com tempo, no cardápio, nas velas. O que este ano foi substituído por um pacote de Natal num hotel que oferece tudo.

Comecei a ficar deprimida e pensar que, como eu, quase todos os amigos, também não conseguem fazer mais nada. Desejam que janeiro chegue logo para o trânsito melhorar na caótica São Paulo. O que será que aconteceu com a gente? O tempo foi sugado por tantas outras tarefas, que nem conseguimos ligar para os amigos e dizer [eu gosto de você, foi um ano difícil, mas 2008 será o ano de Marte e colocaremos a casa em ordem]. Isso ainda quero fazer, nem que seja dia 24.

Para os amigos que acessam o blog um sensacional Natal. Dêem muitos beijos nos filhos, namorados, maridos, pais, avós e digam que eles são importantes para você!

13.12.07

Vilarejo

Uma terra distante, bem no interior de coisa nenhuma. Mato por todos os lados. Longe de tudo. Só se encontram os índios. Não há comunicação, não há nada perto. Uma imensa serra, quase instransponível, separa o lugar do litoral. Um porto precário, que recebe um navio por ano - às vezes, nem isso.

A população é miserável. Poucos são brancos. Os que restam são pobres, falidos, aventureiros que não conseguiram a riqueza que desejavam quando saíram de suas terras. A maioria é mestiça, cabocla, mistura entre os índios e os brancos. É uma vila, pequena, modesta, isolada. Não chega nem sai gente. Tudo muito longe.

A pouca atividade econômica que existe é de subsistência. Agricultura em chácaras a leste, algumas pequenas criações de animais. Mal sabem falar o português. A minoria branca aprende a língua local, dos mestiços, dos índios.

As condições de vida não eram boas: não chegava nada de fora, em uma época que não havia nada por perto. As roupas, rasgadas, farrapos que duravam anos. Não tinham raiz nas terras e buscavam encontrar uma forma de sair da miséria. Saiam descalços pelo mato, com roupas velhas e a ajuda do índio, amigo, companheiro, parente. A mestiçagem era muito grande. Os poucos brancos já falavam a língua dos índios, comiam como os índios, agiam como os índios.

Até o século XVIII era assim. De lá para cá, a vila cresceu. Deixou de ser Vila, tirou Piratininga do nome e ficou só "São Paulo".

Para quem se interessa pelo assunto, vale a pena um vídeo sobre a capitania de São Paulo, dos primórdios até se tornar cidade global:

12.12.07

Eu quero andar de roda gigante em Berlim


Andar de roda-gigante é uma das coisas mais mágicas para mim. Outro dia me rendi ao mico de ir ao Playcenter [reduto de crianças e adolescentes] e andei de roda-gigante. Li hoje no site BBC
que começaram nesta quarta-feira, em Berlim, as obras para a construção da maior roda-gigante da Europa. Ela terá 180 metros de altura e deve custar 120 milhões de euros (cerca de R$ 310 milhões) reportou Marcelo Crescenti, de Frankfurt.

11.12.07

TV 2.0 (Programa 1 / Parte 1)

TV 2.0 estréia no You Tube






O programa TV 2.0 também está veiculado no Youtube! TV 2.0 onde e quando voce quiser! Descobri a TV 2.0 navegando no blog TV Digital no Brasil , de Gregor Matsuda Tavares, aluno de Multimeios da PUC-SP, que transformou seu TCC - Trabalho de Conclusão de Curso - em uma rica discussão sobre o fiasco da chegada da TV Digital no Brasil, que vive em banho-maria, no grande empurra-empurra dos barões da Mídia televisiva no Brasil.

PUC-Rio lança revista eletrônica

Li no Jornalistas da Web e replico aqui, pois gostei do projeto do Departamento de Sociologia e Política da Pontifícia Universidade Católica do Rio de Janeiro (PUC-Rio), que acaba de colocar na web sua revista virtual Desigualdade & Diversidade, que pretende divulgar o que há de pertinente e original na produção intelectual das Ciências Sociais.

10.12.07

registros cotidianos


Captar um momento do dia-a-dia, eternizá-lo numa imagem. Atitudes tão fáceis -- ainda mais com os celulares/câmeras -- que deixamos de lado, passamos correndo, nem paramos o carro para uma foto. Ontem fui ver neve artificial em Moema [logo postarei fotos do Papai Noel], fotografar os prédios do Bradesco Prime, Fiesp e Itaú embalados para o Natal na Avenida Paulista. Devo esta experiência ao Armando [autor da foto do adesivo humano (acima)], que me fez ser menos ansiosa e aprender a olhar a rua de outro ângulo, olhar a vida com mais doçura.

8.12.07

Ouça os áudios do I Colóquio Internacional Brasil-Espanha sobre Cibermeios

Li hoje no GJOL e replico aqui: André Deak tornou disponível em seu Blog os aúdios completos de todas as apresentações realizadas durante o I Colóquio Internacional Brasil-Espanha sobre Cibermeios, uma atividade gerada pelo Convênio de Colaboração Acadêmica Brasil-Espanha (CAPES-DGU 140/07), que envolve universidades do Brasil e Espanha e teve lugar na Faculdade de Comunicação da Universidade Federal da Bahia (Brasil).O Colóquio, iniciado na segunda-feira, terminou ontem com apresentações e discussões sobre a questão do ensino do jornalismo digital nos dois países. Durante as várias sessões do Colóquio foram abordadas temáticas diretamente relacionadas ao Jornalismo Digital: profissão e rotinas produtivas; base de dados; arquitetura da informação; design e infografia; leituras e usos de informação na web; jornalismo participativo; narratividade; fluxo de conteúdos; gêneros do ciberjornalismo; catalogação dos meios; convergência; e ensino do jornalismo.

7.12.07

Memória coletiva

"A comunicação pelas redes, ademais, permite distribuir melhor a informação e o tempo, mesmo entre pessoas que trabalham dentro da mesma região e se reencontram freqüentemente".

Pierre Lévy em entrevista para Federico Casalegno no livro "Memória Cotidiana", editora Sulina, 2006. Descobri este livro hoje. Vou adicionar à minha lista para o Papai Noel que já conta com a biografia de Tim Maia, todos os episódios de Dallas [que saudade do crápula JR].

6.12.07

Lençóis Maranhenses para dormir


Antes de dormir quero sonhar com os Lençóis Maranhenses. Sempre tive vontade de sentar nas suas areias e ficar olhando o céu. Reproduzo aqui a foto tirada em novembro - época das secas - por andredeak e postada no flickr

Nove anos do "Leia e Ouça"

Conversando com André Deak , do blog homônimo, percebi que nossa ousadia em publicar, no dia 21 de novembro de 1998, a primeira capa de uma revista brasileira [no caso a Época] que apostou na internet e trouxe a manchete "Leia e Ouça", onde os leitores podiam ler e ouvir as fitas que estavam no grampo do BNDES -- recurso este que nos concedeu entrevista no jornal francês Le Monde e várias teses acadêmicas -- fez nove anos dia 21. Na entrevista com Deak falo sobre a evolução do Jornalismo Digital, as competências do profissional digital, jornalismo cidadão e os amados blogs.

Revista Imprensa remixada


Parabéns Sinval de Itacarambi Leão e equipe, pelos 20 anos da revista Imprensa, pelo novo portal na internet e também pelo novo projeto gráfico da revista, muito mais clean e moderno. São tantas mudanças que, mesmo eu que acompanho a revista desde seu primeiro número quando ainda era estudante de Jornalismo, demorei duas edições para saborear tudo.

A capa de dezembro "O (super) mercado gay" traz uma radiografia deste novo filão jornalístico e uma divertida entrevista com Mônica Bergamo. Gostei também da capa em papel fosco, um charme.

5.12.07

Mais um achado da Web 2.0


Desde ontem estou fascinada com o site All Music e também com o blog correlato allmusic. Encontrar os CDs, ler a biografia e participar, por exemplo, da vida de Bebel Gilberto, embalou minha noite ontem. Adoro dormir ouvindo bossa nova. Clara Nunes é perfeita para relaxar após um dia exaustivo.

Jornalistas literários

Sergio Vilas Boas acaba de lançar pela Summus Editorial o livro "Jornalistas literários". A obra traz narrativas cotidianas que mesclam impressões e informações, num jogo contínuo de interdisciplinaridade. Textos temáticos e biográficos se intercalam, mostrando a riqueza cultural do nosso país e seus personagens. Boa leitura!

4.12.07

Mosaico coletivo














Você já imaginou 1 milhão de artistas juntos construindo um mosaico coletivo? O site Million Master Piece resolveu usar o espaço da Web para reunir artistas de todos os cantos do planeta. Já participaram 27.127 artistas, de 174 países, fazendo com que o projeto entrasse para o Guiness Book. A flor exibida no post foi enviada por Morgan Addie Hallmark, de 15 anos. Li sobre o mosaico na revista de bolso Pix que adoro e acompanho toda edição.

3.12.07

Desconstruindo cartazes



A designer Marcia Okida, além de cantora, artista plástica e professora, também começou a cultivar a técnica de desconstruir cartazes de filmes para, por meio da linguagem das cores, entender sua mensagem. No "Clube da luta", por exemplo, dualidade, instintos, causa e dano, princípio e fim, bem e mal são temas que norteiam o filme e que podem ser percebidos no cartaz através do design e sua composição. Okida nos ensina que o primeiro movimento que nosso cérebro faz ao olhar qualquer imagem é a linha de leitura básica que é uma diagonal que vai do canto superior esquerdo até o inferior direito. Essa é uma das primeiras mensagens que o nosso cérebro capta e, observando essa linha de leitura, temos: um fundo escuro, a palavra “mischief”, um canto da foto de Brad Pitt, Edward Norton e os créditos do filme. (linha azul). Se você gosta do tema, acesse o blog Okida Design

2.12.07

Submidialogia #3

De 5 a 8 de dezembro a Bahia sediará o Submidialogia #3: a arte de re:volver o logos do conhecimento pelas práticas e desorientar as práticas pela imersão no sub-conhecimento "O mundo está em dicotomia convergente, mas vai mudar. Os locais dos encontros serão no Mercado Central - Coreto - Avante/Lençóis.

Mais do que nunca se torna complicado resolver o que prejudica e o que acrescenta aos movimentos que se apresentam como alternativa aos processos de criação da arte, da cultura, da linguagem, que a cada dia distanciam as pessoas umas das outras por criarem privilégios pra alguns exploradores. O contexto de ativismo midiático, artístico, ou de resistência cultural é cada vez mais tratado por regras exteriores e a vida do leblon da novela das 8 vira cada vez mais a sua própria vida.

Nesse sentido fica óbvio que a autencidade dos movimentos e seu poder de mobilização estão ligados essencialmente à autonomia que exercem na promoção de atividades e processos de elaboração e remix cultural, seja este qual for. Em todas as partes fica cada vez mais delicada a autonomia de pensamento e prática de grupos e redes que pretendem uma aproximação entre teoria crítica, arte, cultura e "re-(e)laboração" da mídia e seus meios de produção e controle. O Remix Narrativo nasceu por acreditar nessas iniciativas coletivas de Web 2.0. Vale acessar a programação e conferir!

Eterno Chico



Valeu profa. Dra. Eliana Paiva pelo envio das fotos do Chico, eternizadas pelo olhar do fotógrafo e prof. Dr. da UFRGS, Luiz Eduardo Robinson Achutti. Vamos imortalizá-las no Remix [...]O domingo pede seus olhos azuis, pois o céu em Sampa está igual a eles. Eu preciso de café duplo para aguentar o trabalho hard do domingão. Mas vamos agradecer novamente a Oxalá, pois o azul está demais.
"Por esse pão pra comer, por esse chão pra dormir
A certidão pra nascer, e a concessão pra sorrir
Por me deixar respirar, por me deixar existir
Deus lhe pague
Pelo prazer de chorar e pelo "estamos aí"
Pela piada no bar e o futebol pra aplaudir
Um crime pra comentar e um samba pra distrair
Deus lhe pague
Por essa praia, essa saia, pelas mulheres daqui
O amor malfeito depressa, fazer a barba e partir
Pelo domingo que é lindo, novela, missa e gibi
Deus lhe pague" e assim sigo cantando [...]

Presentes do Universo
















Às vezes precisamos congelar a agenda [mesmo que por minutos] e olhar o mar, ou adaptar o trabalho ao momento sagrado do ócio. Vou explicar melhor: na pausa entre o almoço e a próxima reunião, conheci da Candelária e uma sensação mágica tomou conta de mim. Que igreja linda, um pé direito altíssimo, barroco. Em outro momento, um passeio pela praia me fez ficar cara a cara com Chico Buarque e ainda tive um almoço especial [cuidadosamente preparado por uma amiga] que tinha um colorido lindo -- salmão ao forno, com alho poró e amoras. Todos esses pequenos detalhes em meio ao turbilhão do trabalho, me fizeram perceber a magia da natureza, o carinho de um amigo e o abraço do Universo. Só posso agradecer a Deus por tudo que recebo diariamente. Oxalá!

E para completar, bromélias vermelhas, palmeiras, verde, cheiro de mar... O Rio continua lindo, apaixonante. Estou escrevendo e ouvindo "Vai passar", meu bordão atual com Chico literalmente por perto.

Vai passar
Nessa avenida um samba popular
Cada paralelepípedo
Da velha cidade
Essa noite vai
Se arrepiar
Ao lembrar
Que aqui passaram sambas imortais
Que aqui sangraram pelos nossos pés
Que aqui sambaram nossos ancestrais
Num tempo Página infeliz da nossa história
Passagem desbotada na memória
Das nossas novas gerações
Dormia
A nossa pátria mãe tão distraída
Sem perceber que era subtraída
Em tenebrosas transações
Seus filhos
Erravam cegos pelo continente
Levavam pedras feito penitentes
Erguendo estranhas catedrais
E um dia, afinal
Tinham direito a uma alegria fugaz
Uma ofegante epidemia
Que se chamava carnaval
O carnaval, o carnaval
(Vai passar) Palmas pra ala dos barões famintos
O bloco dos napoleões retintos
E os pigmeus do bulevar
Meu Deus, vem olhar
Vem ver de perto uma cidade a cantar

A evolução da liberdade
Até o dia clarear
Ai, que vida boa, olerê
Ai, que vida boa, olará
O estandarte do sanatório geral
Vai passar
Ai, que vida boa, olerê
Ai, que vida boa, olará
O estandarte do sanatório geral
Vai passar